Banco de jardim recolhido, juntamente com outros seis, no decorrer das obras de implementação do projecto arquitectónico designado Conceção, Construção e Concessão de Exploração do Bar do Jardim do Calvário – Penafiel, em 2013. Trata-se de um exemplar de mobiliário urbano possivelmente coevo da construção do jardim, que dispõe de uma estrutura em ferro fundido em forma de ramos de árvore e duas tábuas de madeira, uma a servir de assento e outra de encosto.
Este banco integrava o Jardim Público do Calvário, inaugurado a 29 de Julho de 1883, de acordo com a planta idealizada por Simão Júlio de Almeida da Mota Barbosa, da Casa de Louredo, então administrador do concelho substituto, e segundo as orientações do amador hortícola Luís Barbosa Braga. O espaço verde à francesa, com regulamento próprio, onde não era permitida a entrada a pessoas descalças ou com varapaus, dispunha ainda de um pavilhão de música, ou coreto, produzido pela Fundição de Massarelos (Porto), onde tocava a banda militar do quartel, um lago com cisnes, árvores exóticas, algumas oferecidas pelo Visconde de Villar d’Alen, da Quinta de Vilar d’ Allen, no Porto, e uma avenida de tílias ladeada por gradeamento em ferro a marginar o campo da feira.
O coreto, os gradeamentos e os bancos foram transportados por via-férrea até à estação de Novelas e em carros de bois até ao centro da cidade. Alguns dos bancos terão sido removidos de um jardim mais antigo, o Passeio da Bela Vista (onde mais tarde foi construído o Cine-Teatro São Martinho). O que serve de objeto a este mês é um modelo presente no catálogo da francesa Société Anonyme dês Hauts-Fourneaux & Fonderies du Val d’Osne, onde a Fundição de Massarelos muitas vezes se inspirava.
n. inventário
MMPNF/2015/10510
medidas
Altura: 965mm
Largura: 1520mm
Profundidade: 530mm
material
Ferro, madeira
