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"Ladrões de bicicletas" de Vittorio De Sica
"Ladrões de Bicicletas" ocupa há sete décadas consecutivas um lugar cimeiro no cânone dos melhores filmes de todos os tempos. Logo na estreia gerou um grande entusiasmo, na Europa e na América, e André Bazin descrevia-o como uma obra-prima, perfeita e sublime, e afirmava que De Sica era o maior realizador italiano. Amado por Orson Welles e Wes Anderson, o filme que "mudou a vida" de Ken Loach, que "salvou a carreira" de Jia Zhang Ke, "Ladrões de Bicicletas", a odisseia de um pai e de um filho pelas ruas de Roma à procura de uma bicicleta roubada, indispensável para o seu trabalho, obra zénite do neorrealismo italiano, tem a grandeza de uma tragédia clássica.
Cesare Pavese dizia que o grande cronista da Itália do seu tempo era De Sica. Foi também nas ruas, onde filmaria, que o realizador foi procurar os seus intérpretes: Lamberto Maggiorani, o pai, era um operário mecânico, e Enzo Staiola, o filho, descobriu-o entre os mirones. "Era necessário que este operário fosse ao mesmo tempo tão perfeito, anónimo e objectivo como a sua bicicleta." Com uma extraordinária mise en scène, um trabalho rigoroso de escrita (com Cesare Zavattini e outros), uma concisão comovente, "Ladrões de Bicicletas" é "cinema no seu estado puro", que nos provoca uma comoção tão forte hoje como há 70 anos.
Gratuito
Sem marcação prévia
Capacidade limitada aos lugares disponíveis
1948 | Drama | 89 min | M/6 | legendado em PT
Cópia Digital Restaurada em 2021
Assista ao trailer aqui.
Para prevenir as noites frescas do verão nortenho, traga um agasalho e uma manta, desfrute de uma sessão de cinema debaixo das estrelas no belíssimo jardim do Museu Municipal.
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